Serviço Social

A profissão de Assistente Social é regulamentada pela Lei n.8.662 de 07 de junho de 1993, cuja dimensão ética define que somente podem exercer a profissão “os possuidores de diploma de graduação em curso de Serviço Social, oficialmente reconhecido, expedido por estabelecimento de ensino superior existente no país, devidamente registrado no órgão competente” (Art.2º-I pág. 61 do Código de Ética Profissional dos Assistentes Sociais).

O exercício profissional está normatizado pelo Código de Ética Profissional dos Assistentes Sociais, conforme Resolução CFESS nº. 273/93 de 13 de março de 1993, elaborado pelo Conselho Federal de Serviço Social – CFESS e que é uma reformulação do Código homologado em 1986, que já apresentava sinais de insuficiência diante da dinâmica da realidade social.

De acordo com o Código de Ética seus princípios fundamentais são:

  • Reconhecimento da liberdade como valor ético central e das demandas políticas a ela inerentes – autonomia, emancipação e plena expansão dos indivíduos sociais;
  • Defesa intransigente dos direitos humanos e recusa do arbítrio e do autoritarismo;
  • Ampliação e consolidação da cidadania, considerada tarefa primordial de toda sociedade, com vistas à garantia dos direitos civis sociais e políticos das classes trabalhadoras;
  • Defesa do aprofundamento da democracia, enquanto socialização da participação política e da riqueza socialmente produzida;
  • Posicionamento em favor da eqüidade e justiça social, que assegure universalidade de acesso aos bens e serviços relativos aos programas e políticas sociais, bem como sua gestão democrática;
  • Empenho na eliminação de todas as formas de preconceito, incentivando o respeito à diversidade, à participação de grupos socialmente discriminados e à discussão das diferenças;
  • Garantia do pluralismo, através do respeito às correntes profissionais democráticas existentes e suas expressões teóricas, e compromisso com o constante aprimoramento intelectual;
  • Opção por um projeto profissional vinculado ao processo de construção de uma nova ordem societária, sem dominação/exploração de classe, etnia e gênero;
  • Articulação com os movimentos de outras categorias profissionais que partilhem dos princípios deste Código e com a luta geral dos trabalhadores;
  • Compromisso com a qualidade dos serviços prestados à população e com o aprimoramento intelectual, na perspectiva da competência profissional;
  • Exercício do Serviço Social sem ser discriminado, nem discriminar, por questões de inserção de classe social, gênero, etnia, religião, nacionalidade, opção sexual, idade e condição física (CFESS, 1993).

As carências sociais de grande contingente da população, em especial aos pauperizados e marginalizados, são iguais em toda estrutura nacional: o acesso à saúde, educação, habitação, saneamento, ou mesmo a alimentação básica tornou-se alvo de política residual e compensatória.

Entretanto, a pressão exercida pelas “classes que vivem do trabalho” alcançam algumas respostas, embora ínfimas, a exemplo da descentralização das políticas sociais a partir da reforma do estado, fato que tem demandado, no nível dos municípios, uma considerável contratação de assistentes sociais.

Este fato, colado a outros como a conformação de um conjunto de instituições ditas privadas, mas de interesse público, abrem espaço ocupacional para o profissional de Serviço Social, sem falar nas novas requisições a ele dirigidas com o reordenamento sócio-econômico arregimentado desde o início dos processos de globalização e reestruturação produtiva.

Todo este arcabouço, e a legitimidade profissional alcançada pela profissão ao longo de sua história, no Brasil e no mundo, torna o Serviço Social uma especialização do trabalho que tem espaço ocupacional próprio e cuja natureza particular a credencia para atuar no tratamento das sequelas da questão social, concretizando um conjunto de respostas às necessidades materiais da classe trabalhadora. Na formatação atual das relações capital-trabalho, as respostas dadas através das políticas sociais, ainda que compensatórias, está longe de ser dispensável. Por este motivo o crescimento visível do mercado de trabalho profissional, apesar das dificuldades postas pelo desemprego estrutural.

Dados Gerais do Curso

  • Duração: 4 anos (08 períodos)
  • Vagas: 100 vagas
  • Turno: Noturno
  • Título: Bacharel
  • Portaria: Portaria de renovação de reconhecimento nº 821 de 30/12/2014, publicada no D.O.U. em 02/01/2015

MensalidadeBolsas, Financiamentos e DescontoCorpo DocenteGrade Curricular

 

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Objetivo do Curso:

O Curso de Serviço Social da Multivix – São Mateus forma Profissionais Assistentes Sociais preparados para gerenciar, planejar e executar serviços e programas sociais de institucionais estatais e privadas, ampliando os espaços de participação e acesso dos cidadãos aos direitos e benefícios sociais.

A intervenção na questão social em suas diversas expressões sociais caracteriza a profissão do Serviço Social em Instituições Públicas, Organizações Não Governamentais e Instituições Privadas e representa a instância que possibilita à articulação teórica-prática.

Diante do desenvolvimento industrial, da expansão do setor da construção civil, além da crescente especulação imobiliária, sabe-se que a concentração demográfica acompanhada da desigual distribuição de renda – própria do modelo de produção capitalista e alarmante no Brasil – tende a se aprofundar no país. Este movimento, que é oriundo da sociedade atual, acentua as expressões da questão social, o que implica em condição ainda mais precária de vida, de trabalho, de moradia, de acesso a toda materialidade necessária à sobrevivência humana.

Diferenciais do Curso de Serviço Social

O curso de Serviço Social da Multivix – São Mateus tem como diferencial a formação de alunos críticos, dinâmicos e criativos. O compromisso que o profissional deverá assumir com as consequências de sua atuação no mundo do trabalho só será válido se ele enxergar a necessidade de olhar constantemente, de maneira reflexiva, para sua própria produção. Além disso, ele deverá reconhecer a importância dos inúmeros benefícios que as reciclagens permanentes trarão para a melhoria de seu desempenho no competitivo mercado de trabalho.

Este profissional deverá estar sempre preocupado com a inclusão social, considerando a desigualdade social, visando seu enfrentamento, garantindo desde os mínimos sociais aos provimentos de condições para atender contingências sociais e a universalização dos direitos humanos.

Entende-se que para o desenvolvimento dessas competências, seja necessária uma prática educativa adequada, tanto no âmbito da sala de aula, quanto nas atividades extracurriculares, como também nos espaços acadêmicos, que reúnam o aprendizado de habilidades em conjunto com situações que favoreçam o desenvolvimento da criatividade, da ousadia, da responsabilidade, da ética, do compromisso, da autonomia. Acredita-se que as habilidades sejam aprendidas. Aprende-se a identificar, correlacionar, analisar, avaliar manipular, realizar pesquisas, organizar e outras.

Áreas de atuação profissional

Os espaços de atuação do Profissional de Serviço Social vêm ganhando espaço cada vez maior no âmbito nacional, possibilitando ao graduado atuar como Assistente Social em órgãos públicos federais, estaduais e municipais, em organizações não governamentais, em entidades publicas e privadas da área de educação, saúde, segurança, habitação, jurídica, na gestão de programas e projetos públicos e privados, em equipes multidisciplinares do setor de recursos humanos e assistente psico-social, nas quais o profissional atua por meio de atendimentos individualizados e familiares, trabalhos grupais e comunitá¬rios, visitas domiciliares e institucionais. A assistência social é um direito de todo cidadão e dever do Estado, garantido na Constituição Federal e regulamentado na Lei Orgânica de Assistência Social, sancionada em 1993. O exercício da profissão é fiscalizado pelo Conselho Federal de Serviço Social – CFESS, em nível nacional, e pelos Conselhos Regionais de Serviço Social – CRESS, em nível regional.

Perfil do Egresso:

O perfil do egresso do curso de Serviço Social deverá ser o de alguém que adquiriu habilidades que o tornem competente. Acredita-se que a competência do futuro profissional é dependente de saber analisar, comparar, diferenciar, classificar, inferir, argumentar, redigir, corrigir, expandir, sintetizar e comunicar claramente.

Ao desenvolver tais habilidades, acredita-se que o egresso terá em seu perfil a capacidade de:

  • Planejar, implantar, executar, gerenciar e avaliar as políticas sociais no setor público e privado, em organizações não-governamentais e em movimentos sociais populares: programas de saúde, no atendimento assistencial, nos programas de habitação, na previdência, na justiça, nas relações de trabalho, etc.
  • Elaborar, coordenar, executar e avaliar estudos, pesquisas, programas e projetos para instituições prestadoras de serviços sociais, clínicas de atendimento psicossocial, hospitais, postos de saúde, penitenciárias, albergues, escolas e institutos de pesquisa.
  • Assessorar, implantar e gerenciar programas sociais e assistenciais em Prefeituras Municipais, sobretudo em decorrência da descentralização e municipalização da assistência prevista na Lei Orgânica da Assistência Social, da instalação do Estatuto da Criança e do Adolescente e do Sistema Único de Saúde, entre outros programas.
  • Participar de estudos socioeconômicos para fins de benefícios e serviços sociais junto a órgãos públicos, empresas privadas e movimentos sociais.
  • Assessorar o poder judiciário realizando vistorias, perícias e laudos técnicos.
  • Exercer as funções de gerência, chefia, assessoria técnica e consultiva em Recursos Humanos.

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  • Exemplo de digitação: Telefone fixo: (0xx) xxxx-xxxx / Telefone celular: (xx9) xxxx-xxxx